top of page

Janeiro Branco: e se a sua saúde mental fosse prioridade, de verdade?

  • Foto do escritor: Calúzia Santa Catarina
    Calúzia Santa Catarina
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Mesa de trabalho com notebook, caderno aberto, plantas e objetos em tons claros, iluminada por luz natural, simbolizando cuidado com a saúde mental e momentos de reflexão.
Cuidar da saúde mental também começa criando espaços de pausa, reflexão e escuta ao longo da vida.

Todo início de ano vem carregado de promessas: mais saúde, mais tempo, mais equilíbrio, mais vida. Mas, na prática, quantas dessas promessas incluem, de forma concreta, o cuidado com a saúde mental?


O Janeiro Branco surge justamente para provocar essa reflexão. Não como uma campanha passageira, mas como um convite contínuo: olhar para a mente com a mesma seriedade com que olhamos para o corpo. Porque não existe saúde integral sem saúde emocional.



O que é o Janeiro Branco e por que ele importa tanto?



Agenda com o ano 2026 sobre uma mesa de madeira, ao lado de uma xícara e uma vela acesa, em ambiente iluminado naturalmente, simbolizando recomeços e cuidado com a saúde mental.
Janeiro Branco: quando o planejamento do ano inclui também a saúde emocional.

Criada no Brasil em 2014, a campanha Janeiro Branco tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a importância da saúde mental, incentivando a prevenção, o cuidado e a busca por apoio psicológico.


Janeiro não foi escolhido por acaso. É um mês simbólico, associado a recomeços, revisões de rota e planejamento. A proposta é simples e profunda: se podemos planejar o ano financeiro, profissional e físico, por que não planejar também a saúde emocional?


O impacto dessa discussão é urgente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo e ocupa posição de destaque também nos índices de depressão. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo vivam com depressão, e os transtornos mentais já figuram entre as principais causas de incapacidade global.


Ainda assim, falar sobre sofrimento psíquico segue sendo difícil para muitas pessoas, seja por estigma, desinformação ou pela falsa ideia de que “vai passar sozinho”.


Saúde mental não é luxo, é base


Existe um mito persistente de que cuidar da saúde mental é algo secundário, opcional ou reservado a quem “não está dando conta”. A ciência mostra exatamente o contrário.



Estudos em psicologia e neurociência indicam que o bem-estar emocional está diretamente relacionado a:


  • Qualidade das relações interpessoais

  • Capacidade de tomada de decisão

  • Regulação emocional e do estresse

  • Desempenho profissional e acadêmico

  • Saúde física e imunológica


O sofrimento psíquico não cuidado tende a se manifestar de outras formas: dores crônicas, fadiga constante, irritabilidade, alterações no sono, no apetite e no funcionamento social. Ou seja, a mente sempre encontra um jeito de ser ouvida.


E quando é hora de prestar mais atenção?



Ampulheta de vidro com areia clara, apoiada sobre superfície neutra, com folhas secas ao fundo, representando o passar do tempo e a importância de reconhecer sinais emocionais.
O tempo emocional também pede atenção: alguns sinais não devem ser ignorados.

Nem todo sofrimento indica um transtorno mental, mas todo sofrimento merece cuidado. Alguns sinais de alerta merecem atenção especial:


  • Sensação persistente de cansaço emocional

  • Dificuldade de sentir prazer ou entusiasmo

  • Ansiedade constante ou sensação de estar sempre “ligado”

  • Alterações significativas de humor

  • Isolamento social

  • Autocrítica excessiva e sentimentos frequentes de culpa


Perceber esses sinais não é fraqueza. É consciência.


Por onde começar a cuidar da saúde mental?


Aqui está o ponto em que ciência e vida cotidiana se encontram. Cuidar da saúde mental não exige fórmulas mágicas, mas postura, constância e gentileza consigo.


1. Nomeie o que você sente

Aquilo que não é nomeado tende a ser somatizado. Desenvolver um vocabulário emocional é um passo fundamental para o autocuidado.


2. Organize sua rotina com humanidade

Produtividade sem pausas cobra um preço alto. Sono regular, alimentação equilibrada e momentos de descanso não são prêmio, são necessidade.


3. Cuide dos vínculos

Relações seguras são fatores de proteção emocional amplamente reconhecidos pela literatura científica. Estar em contato, pedir ajuda e compartilhar vulnerabilidades fortalece.


4. Questione padrões rígidos

Nem tudo precisa ser feito no limite. Nem toda cobrança é justa. Nem toda comparação faz sentido. Flexibilizar também é sinal de saúde.


5. Considere a psicoterapia

A psicoterapia é um espaço ético, científico e humano de escuta e construção de sentido. Não é apenas para momentos de crise, mas também para autoconhecimento, prevenção e amadurecimento emocional.


Janeiro Branco não termina em janeiro



Mulher, vestida de branco, pernas dobradas em formato "borboleta".  Sentada em sofá, também branco e ao fundo cadeiras com base amadeirada em um bancada.
Saúde mental, inclui cuidado integral: mente, corpo e relações.

Talvez a maior contribuição dessa campanha seja lembrar que cuidar da saúde mental é um processo, não uma resolução temporária. É algo que se constrói no dia a dia, nas escolhas pequenas, nos limites respeitados e nas pausas permitidas.


Se este texto fez você refletir, questionar ou sentir algo diferente, ele já cumpriu sua função. Que o Janeiro Branco seja menos sobre o mês e mais sobre uma mudança de postura diante da própria vida.


Cuidar da mente é um ato de coragem, responsabilidade e afeto. E, definitivamente, um excelente ponto de partida para qualquer recomeço.


 
 
Arte referente a marca, inclui uma borboleta no centro do nome da profissional
  • alt.text.label.Instagram

Consultório de Psicologia

Atendimento Presencial e On-line

Endereço: Edifício Centro Médico - Av. Sul Brasil, n°. 565 - Sala 05 - Centro

Maravilha - SC, CEP 89874-000

bottom of page